Esta semana o escrevente não arranjou pachorra, por isso não há escrevinhação.
Para a semana talvez. O tema está aqui em cima.
Kurioso
Esta semana o escrevente não arranjou pachorra, por isso não há escrevinhação.
Para a semana talvez. O tema está aqui em cima.
Kurioso
Por preguiça do escrevente, hoje não há escrevinhação.
E quando me ataca a preguiça, vou à procura de um vídeo para encher.
Encontrei o Bruno Mars, os Deep Purple, Suede, Ne-Yo, mas nenhum parecia adequado.
No fim acabo sempre por vir parar aqui. É recorrente.
E a minha preguiça passa a ser desculpável.
Kurioso
Hoje só vim aqui pedir dispensa…
Ideias a mais, vontade a menos.
Kurioso
“Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa…
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças…
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca…”
Alberto Caeiro
É reconfortante saber que também os grandes poetas sentiram algum dia o doce torpor da preguiça.
Num mundo cheio de obrigações, é tão bom fazer nada de vez em quando.
Kurioso