“Tenho 74 anos e estou cansado. Exceto um breve período na década de 50, quando fiz o meu serviço militar, tenho trabalhado duro desde que eu tinha 17 anos. Trabalhava 50 horas por semana, e não caí doente em quase 40 anos. Tinha um salário razoável, mas não herdei o meu trabalho ou o meu rendimento. Eu trabalhei para chegar onde estou, e cheguei economizando muito, mas estou cansado, muito cansado. Estou cansado de que me digam que eu tenho que "distribuir a riqueza" para as pessoas que não querem trabalhar e não têm a ética de trabalho. Estou cansado de ver que o governo fica com o dinheiro que eu ganho, pela força, se necessário, e o dá a vagabundos com preguiça para ganhá-lo.
Estou cansado de ler e ouvir que o Islamismo é uma "religião da paz", quando todos os dias eu leio dezenas de histórias de homens muçulmanos a matar suas irmãs, esposas e filhas pela "honra" da sua família; de tumultos de muçulmanos sobre alguma ligeira infração; de muçulmanos a assassinar cristãos e judeus porque não são"crentes"; de muçulmanos queimando escolas para meninas; de muçulmanos apedrejando adolescentes, vítimas de estupro, até a morte, por "adultério"; de muçulmanos a mutilar o genital das meninas, tudo em nome de Alá, porque o Alcorão e a lei Sharia diz para eles o fazerem.
Estou cansado de que me digam que por "tolerância para com outras culturas" devemos deixar que Arábia Saudita e outros países árabes usem o dinheiro do petróleo para financiar mesquitas e escolas madrassas islâmicas, para pregar o ódio na Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, enquanto que ninguém desses países está autorizado a fundar uma sinagoga, igreja ou escola religiosa na Arábia Saudita ou qualquer outro país árabe, para ensinar amor, tolerância e paz. ………”
O texto acima é apenas uma pequena parte de um longo “queixume” atribuído a um comediante americano, e foi-me enviado por um ex-colega. Porque a coisa, a partir de determinado ponto, estava bastante exagerada e toscamente traduzida resolvi ir à procura do original. Coloquei as palavrinhas da praxe no “sabe tudo”, e…bingo! Um montão de ligações disponíveis.
Uma das primeiras surpresas foi descobrir que o texto fora atribuído ao comediante mas não era de sua autoria. Alguém pensou que seria mais eficaz ter um nome sonante a suportar o “cansaço” e vai daí faz uma adaptação e atira-a ao vento neste descampado planetário.
A minha curiosidade seguinte foi tentar encontrar a expectável rejeição por parte do suposto autor do documento, e acabei por encontrá-la.
Entretanto encontrei também o “testamento” original, bem mais completo e complexo que o “copy paste” traduzido para português. Um longo rol de queixumes suportado por uma visão parcial e enviesada (que não falsa) da realidade americana.
Como qualquer outra visão parcial e enviesada, também esta suscitou inúmeros comentários (1031 no blog original) e também respostas elaboradas noutros blogs, igualmente enviesadas e parciais.
Mas, além de enviesadas e parciais, as respostas podem ser toscas como uma marreta, ou sofisticadas como um bisturi.
Também aparecem réplicas nacionais, de sentido oposto mas com o mesmo esquema.
E finalmente o ponto onde quero chegar (bem…, são dois pontos), é que ao mesmo tempo que a VERDADE se torna cada vez mais difícil de encontrar, a MANIPULAÇÂO se tornou cada vez mais fácil de implementar. Nesta nova sociedade cheia de contradições, e vazia de solidariedade, bastam meia dúzia de palavras sonantes para extremar uma dicotomia potenciada pelo radicalizar de opiniões.
Mas como o tempo é de pressa e urgência, as pessoas não têm tempo para pensar porque o tempo urge para OPINAR. E opina-se sobre opiniões em vez de se opinar sobre o FACTO. Adeus objectividade, olá subjectividade.
É triste que a maior vitima da extraordinária liberdade de expressão e comunicação de que gozamos (por enquanto…), tenha sido a VERDADE.
Kurioso
PS. Milhares de pessoas acham esta foto maravilhosa. Também é mentira.