Um historiador de EsquerdaEsquerda deu como exemplo de REDENTOR um Presidente americano. Ele há cenas irónicas!
Escrevendo muito bem (o que é cada vez mais raro), deu um enfoque significativo à “domesticação” dos Bancos, e referiu en passant o trabalho comunitário para os milhões de desempregados.
Dando de barato tudo o que é diferente, e é quase TUDO, entre os EUA de 1933 e a Europa de 2013, é interessante perceber que nem os Bancos querem ser “domesticados”, nem os desempregados querem ser “recrutados”.
O Presidente Roosevelt foi efectivamente um homem de uma visão extraordinária, por ter imaginado uma solução, mas foi também um homem com uma sorte extraordinária. Em 1933 ainda não havia uma comunicação social “mafiosa”, nem… redes sociais. O homem PODE fazer o que precisava de ser feito!
E, depois de 4 anos de uma Depressão negra, os milhões de desempregados que precisavam de dinheiro para COMER, estavam dispostos a fazer O QUE FOSSE PRECISO para arranjá-lo. Os Estados Unidos foram criados na base do esforço individual por contra ponto à já evidente “burocracia” europeia. Os americanos estão habituados a trabalhar para receber. Estão habituados a ter deveres antes de terem direitos.
Quando Roosevelt lhes propôs irem reflorestar, repavimentar e consertar o País, dando-lhes alojamento (em tendas), alimentação (na marmita) e 30 dólares por mês, eles FORAM!
“Every month, the government required the CCC boys to send $22 to $25 — a hefty chunk of their $30-per-month paycheck — to their families. But this didn’t put the boys out much, as life in the camps provided them with all the necessary amenities.”
Entretanto ainda havia 80% de americanos que não tinham perdido o emprego. A estes, convenceu-os a porem as economias nos “novos” bancos, de modo a que os bancos voltassem a ter liquidez para “fermentar” a economia.
É importante referir que todo este esforço serviu somente para acabar com a fome. A economia americana só disparou verdadeiramente com o esforço de guerra, a partir de 1938.
Pensar que uma coisa semelhante podia ser feita nos dias de hoje, em qualquer país ocidental, é uma pura perda de tempo. Em Portugal seriam duas perdas de tempo: uma a propô-la, e outra a achincalhá-la ad nauseam. Basta lembrar as reacções às propostas de por a trabalhar os beneficiários do rendimento social de inserção, ou as elevadas considerações que mereceu a sugestão do maestro dos banqueiros (que também não está nem aí para salvar o País…). Gostava de ver a reacção deste senhor a uma lei como esta: “TITLE II:To enable the Comptroller of the Currency (a post in the US Treasury) to take complete control of and operate any bank in the United States or its territories and to establish the terms and conditions under which bank is administered.
No nosso país parecem estar reunidas todas as condições para que não falhemos a ida para o fundo.
Mas é possível encontrar na actualidade um País que, ao ser confrontado com o fim da festa, conseguiu reunir o esforço de TODOS (governo, administração pública, autarquias, banca, população) para que cedendo equilibradamente pudessem retroceder o menos possível. A Islândia. Mas, nos dias de hoje, mesmo os milagres são contestados.
Kurioso
PS. Para quem for curioso: $30.00 in 1933 had the same buying power as $525.80 in 2013
E, já agora, o limiar de pobreza em 2012 era de $975