Posts Tagged ‘Democracia’

GEOGRAFIA

4 de Janeiro de 2013

 

“ Podemos deduzir, então, sem risco de deturpar as suas palavras, que se veria grega se tivesse que governar na Grécia ao invés da Alemanha, onde a coisa seria fácil, com um único senão: não foram os alemães que inventaram a democracia”

Esta frase foi proferida por uma opinion maker , comentando declarações alheias. A minha primeira reacção foi pensar: e o que é que o CU tem a ver com as CALÇAS!

Mas, porque a recorrente afirmação de que os Gregos merecem a admiração do mundo por terem inventado a Democracia, me faz algumas comichões, e colide com as memórias do meu ensino secundário, resolvi ir estudar o tema.

As leituras confirmaram aquilo que eu recordava:

One thing must be said about Athenian democracy and that is that it was a full time job. Only people with a lot of leisure time on their hands could devote the energy to this system, which brings us to the issue of slavery. Without slaves there would not have  been an Athenian democracy, or at least not as we know it. The fact that even a relatively poor Athenian citizen could still afford one slave to plow his fields or work in his shop while he was debating laws in the assembly is what made a democracy of the people (if you define people as free-Athenian-male-citizens).

(http://www.ahistoryofgreece.com/athens-democracy.htm )

Mas também tive uma série de surpresas.

A maior de todas terá sido descobrir que a Grécia só existe como “nação” desde 1823, quando após uma sangrenta revolução contra o ocupante Turco, e já quase a serem derrotados, são salvos pela troika formada pelos Ingleses, Franceses e Russos. Como prenúncio do que viria a passar-se (e também consequência do que se passara até aquela altura) o primeiro presidente grego é assassinado ao fim de quatro anos. Mais uma vez, Russos, Ingleses e Franceses tomam conta da situação e vão à Bavaria (Alemanha) buscar um tal de Otto que nomeiam rei dos Gregos.

Os próximos cem anos serão palco de inúmeras tentativas de implementação de algo parecido com governação, raramente chegando sequer perto do que se possa chamar de Democracia.

E vem então a 2ª Grande Guerra, época em que os Gregos sofrem talvez a maior humilhação, mas onde demonstram também a fibra de que são feitos, ao conseguirem manter o poderoso exército alemão em constante inquietude.

Mas porque o vício da guerra parece ser incurável, as duas facções de guerrilheiros que lutaram contra os alemães (uma de esquerda e outra de direita), mal acaba a guerra desatam a lutar entre si. A “pacificação” desta vez vem do outro lado do Atlântico, com os americanos a injectarem rios de dinheiro para tentar evitar a vitória dos comunistas. E depois veio a ditadura militar, e depois vieram os governos frouxos, e depois…

Entretanto, se considerarmos que o povo Grego iniciou a sua caminhada no ano 400 AC, depois de ler a sua história, chegamos à conclusão que, durante 24 séculos, raramente se governou a si próprio. Foi governado por romanos, por otomanos, por Turcos, por Franceses, por Ingleses, por Italianos e por Alemães. Esta governação estrangeira ou ditatorial ou corrupta (ou as três em simultâneo), acabou por esculpir aquela que é talvez a característica mais transversal de todo o povo Grego: uma aversão e rejeição viscerais do Estado.

Os Gregos até podem ter inventado a Democracia, mas parece provado que não sabem aplicá-la.

Curiosamente, são os bárbaros ignorantes do norte que, através da sua racionalidade, disciplina e pragmatismo, conseguiram mostrar aos criadores como se faz.

E eu, que tenho colegas Alemães e Gregos, não tenho dúvidas nenhumas sobre com quais gostaria de trabalhar. Provavelmente não seria divertido, mas, ao final de cada dia, o que era para ser feito estaria feito, dentro das regras e sem sobressaltos.

Se ainda há uma diferença grande entre Portugueses e Gregos? Há sim senhor! Mas uma boa parte dos nossos compatriotas estão a fazer um esforço danado para acabar com essa diferença.

Kurioso

E para aqueles que gostam de Geografia      

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27 de Abril de 2012

“ask not what your country can do for you — ask what you can do for your country” John F. Kennedy

 

Trinta e oito anos passados sobre o enterro da ditadura, parece-me que, não só não conseguimos utilizar a Liberdade democrática para nos libertarmos de uma série de vícios, como  ainda fomos capazes de criar outros.

Se me pedissem para resumir o que aconteceu em Portugal nos últimos 37 anos, eu fá-lo-ia numa única frase: TROCÁMOS O ALTRUISMO PELO EGOISMO. A seguir poderia detalhar mais um pouco referindo que trocámos as ideias pelo prazer; trocámos o emocional pelo físico; trocámos o futuro pelo presente.

E, como em todos os movimentos sociais, também aqui as causas não são únicas, e, na sua multiplicidade, conjugam-se para originar consequências diversas e imprevisíveis. No nosso afã de nos vermos livres da Ditadura, deitámos fora “o bebé com a água do banho” *. Trocámos a opressão total pela liberdade total; trocámos os deveres totais pelos direitos totais; trocámos o patriotismo fascista pelo internacionalismo socialista. Trocámos o DAR pelo RECEBER.

O Portugal que saiu do 25 de Abril era relativamente simples de esquematizar: uma elite económica (que fugiu ou se travestiu de progressista); uma elite intelectual de esquerda (que regressou do exílio e se apoderou do aparelho do estado); uma minoria educada (que tentou resguardar-se do vendaval da mudança); uma maioria inculta (que foi “comprada” com benesses que recebeu acriticamente pensando que a providência seria eterna).

Sem o filtro dos valores “retrógrados”, a abundância diluviana, em vez de nos tornar mais solidários, tornou-nos mais ambiciosos. Nós tínhamos direito a TUDO, como compensação eterna de não termos tido direito a NADA durante 4 décadas. E, no afã de querer o Mundo, abandonámos a Pátria (essa palavra tão fascista). Abandonámos os campos; abandonámos o interior; abandonámos as cidades; abandonámos os velhos; abandonámos os jovens; abandonámos a cultura; abandonámos a vontade de aprender; abandonámos o gosto de trabalhar.

Como qualquer viciado, descobrimos agora que estamos agarrados e não temos dinheiro para o próximo chuto. Alguns passaram a roubar, outros a desviar e muitos limitam-se a exigir que seja retomado o fornecimento grátis. E TODOS acham que são mais importantes que o vizinho. No desespero de salvar qualquer coisa do naufrágio, todos aqueles que têm algum poder de alavancagem (o corrector ortográfico não reconhece a palavra, mas os financeiros conhecem-na de cor), sindicatos, corporações, bancos, monopólios, grandes empresas, tudo farão para sacar o seu quinhão, mandando às urtigas qualquer resquício de patriotismo e/ou solidariedade.

Num mesmo telejornal, duas classes, uma de cada extremo do leque social, deram provas evidentes do seu empenho na salvação do País. Os funcionários da Carris vão fazer greve entre os dias 7 e 13 de Maio, mas só uma hora por turno para não perderem os vários subsídios diários (afirmação do seu representante). Ou seja, vão fornicar a vida a 500000 pessoas mas só perdem uma horita. Eu não sei se os funcionários da Carris são ou não privilegiados (há por aqui umas dicas) mas não me parece que seja parando que se faz avançar o País. Logo a seguir tivemos a surpresa de ouvir o bastonário da ordem dos médicos afirmar que a ordem vai implementar exames para a admissão dos novos médicos, pois o País já tem médicos a mais. A ideia é proteger a saúde dos portugueses, pois parece que alguns novos médicos são incompetentes (afinal eles só precisaram de 19 para entrar na faculdade). Podemos assim ficar descansados, pois depois de esperarmos 6 meses, ou desembolsarmos 150€, seremos escrutinados pelo Hipócrates himself. O sr. se calhar até tem razão, afinal Portugal está num honroso 26º lugar no nº de médicos por 1000 habitantes. Mas, se assim é, por que caraças esperamos tanto, ou pagamos tanto.

Mas estes são só dois exemplos de falta de solidariedade de quem tem algum poder. Mas, finalmente, todos nós fomos apanhados pelo vírus do egoísmo: quando passámos a comprar na grande distribuição (essa trituradora da indústria nacional) condenando à morte as pequenas mercearias; quando passámos a comprar no “chinez” (essa guarda avançada, não sabemos de quê) condenando à morte o pequeno comércio; quando, para continuar a alimentar os nossos vícios tecnológicos, deixámos de comer fora, condenando à morte centenas de pequenos restaurantes. Porque nós condenamos os operadores de telecomunicações e de multimédia, mas são as únicas lojas que ainda têm filas à porta.

Culpar os políticos pelo insucesso do País, é só uma forma cómoda (e cobarde) de nos desculparmos a nós próprios.

Na passada 4ª feira, 10 milhões de portugueses encontraram facilmente um ou muitos responsáveis pelo seu sufoco. Quantos terão olhado para o espelho e pensado: “o que posso EU fazer mais para ajudar o meu País?” 

Kurioso

 * Kuriosamente, enquanto procurava pela expressão “bebé…água do banho” encontrei-a aplicada, com o mesmo sentido, na defesa de alguns princípios das ditaduras comunistas.

MANIPULAÇÃO

30 de Março de 2012

 Nós estamos a atravessar o tempo de todas as manipulações. Somos manipulados pelos media, pelos políticos, pelos comentadores, pelos colegas, pelos amigos, pelos vizinhos do autocarro.

No tempo da informação TOTAL, cada vez mais emitimos juízos baseados em fogachos de informação (soundbytes) que não criticamos nem validamos.

Um exemplo fresquinho. Num jornal de ontem, o título garrafal dizia “DOIS TERÇOS DOS PORTUGUESES SEM FÉRIAS”. Quem se desse ao trabalho de ler as letras miudinhas, descobria que o título poderia ser “UM TERÇO DOS PORTUGUESES VAI DE FÉRIAS NA PÁSCOA”…

Há uma semana atrás, os desacatos do Chiado serviram para tudo, e mais alguma coisa. Receando enredar-me no habitual enviesamento das notícias "profissionais”, socorri-me do testemunho isento e factual do cidadão comum, emitido pelas redes sociais. Fiquei então a saber o que aconteceu de facto:

1. Um grupo de polícias paisanos, infiltrados no meio de uma manifestação pacífica, começaram a atirar objectos aos polícias fardados.

2. Os polícias fardados resolveram “varrer” a manifestação pacífica, e, de caminho, agrediram selvaticamente dois jornalistas e alguns turistas.

3. As provas da barbárie foram profusamente distribuídas pelos media profissionais, e abundantemente comentadas nos media amadores.

Uma vez que a única entidade atingida por este espectáculo “ditatorial” foi o Governo, parece-me ÓBVIO que o espectáculo foi orquestrado pela Oposição, que capitalizou o descontentamento das forças policiais levando-as a embaraçar o Governo.

É  claro que ninguém tirou a conclusão acima, porque também a teoria da conspiração é usada de forma manipuladora, e pára exactamente onde as pessoas querem, mesmo que não faça nenhum sentido.    

Na imagem acima, podemos ver a palavra “democracia” a coabitar com o insulto porco e machista, só porque alguém questionou a VERDADE ABSOLUTA.

35 anos de democracia não nos ensinaram nada em termos de tolerância e respeito por opiniões divergentes. E agora que os tempos vão agrestes, é evidente o endurecimento do facciosismo, com o consequente torcer da realidade, chegando ao extremo da mentira deliberada:

    

Independentemente da obscenidade de alguns dos salários acima, o facto é que os valores são ANUAIS e não MENSAIS!

Mas o mais triste disto tudo, é que, enquanto nós nos vamos entretendo com manipulações mesquinhas e divisionistas, os verdadeiros MANIPULADORES vão tranquilamente fazendo as suas reuniões estratégicas, decidindo a partilha destes 7 biliões de carneiros.

Kurioso

PS 1. Eu penso que a actuação da Polícia, sendo justificada, foi desproporcionada e desastrada. Não apanharam nenhum dos arruaceiros e bateram indiscriminadamente. Deixaram-se enredar, inadvertida ou deliberadamente.

PS 2. Nas manifestações de ontem em Barcelona, todos os jornalistas usavam colete e braçadeira. Os de cá não querem…

OPÇÃO

16 de Setembro de 2011

Nos últimos, e nos próximos tempos, muito se tem falado, e falará, de Capitalismo, Socialismo, Democracia, Desigualdade, Exploração. O nosso salário mínimo será comparado com o dos países capitalistas e a nossa segurança social será comparada com a dos países socialistas (Coreia do Norte, Cuba, Venezuela, Bolívia, ?), pois os portugueses têm um jeito especial para fazer comparações convenientes. Ah! E continuaremos a falar muito de DIREITOS, e talvez um poucochinho de deveres.

Os portugueses estão muito admirados por terem um governo de direita depois de terem votado em dois partidos de direita (os abstencionistas façam o favor de meter a viola no saco) quando tinham à sua disposição, no tal papelinho que se mete na racha, pelo menos dois partidos que nos livrariam do demónio capitalista. Se a Democracia não é para valer só de vez em quando, então os portugueses escolheram democraticamente ser governados neste sentido. E, uma vez que escolheram, talvez não fosse má ideia ajudarem um pouquito se não for muita maçada. Se vamos ser bem, ou mal, governados, isso são outros quinhentos.

Aquilo que eu vou fazer, e aquilo que eu acredito que este governo possa fazer, já por aqui foi dito. Agora gostaria de tentar desmontar dois mitos: Capitalismo é igual a Desigualdade; o Dinheirão que entrou em Portugal foi todo para os bolsos de Meia Dúzia.

Demonstrar que o primeiro é um mito é tremendamente fácil. A grande maioria dos 193 países do mundo estão em regime capitalista (aberto ou encapotado) e se em algum lado se pode encontrar menor desigualdade (a Igualdade não existe!) será certamente num destes. Aliás há efectivamente um indicador que mede a desigualdade  (GINI), e a ordenação é mais ou menos aquela que alguém bem informado, e não tendencioso, estaria à espera: Suécia, Noruega, Áustria e… Rep. Checa nos 4 primeiros lugares. Portugal está a meio da tabela, mas bem à frente de Israel, EUA, Venezuela, China, Irão, etc. Uma consulta detalhada à lista permite confirmar que Capitalismo não é necessariamente sinónimo de mais desigualdade, do mesmo modo que Socialismo nunca foi necessariamente sinónimo de mais igualdade. Ainda dentro do mesmo tema, há também uma classificação (mais uma…) para os 100 melhores países do mundo, onde estamos num honroso 27 lugar (com a Grécia imediatamente acima…).

Já em relação ao Dinheirão que entrou em Portugal, eu não consegui encontrar tabelas que mostrem como foi distribuído, mas penso que consigo demonstrar o  meu ponto. O dinheiro que entrou em Portugal (dado ou emprestado) foi todo gasto pelo Estado. Uma boa parte (30-40%) em salários dos seus próprios funcionários, que não farão seguramente parte da tal Meia Dúzia. Os outros 70% foram gastos na aquisição de bens e serviços: estradas, edifícios, equipamentos, estádios de futebol, hospitais, automóveis, software, consultoria, etc, etc. Se olharmos para a tal Meia Dúzia, que nós invejamos, admiramos, amaldiçoamos, culpamos, é fácil de ver que nenhum deles enche os bolsos directamente a partir do Estado. Não foram os Tubarões que se abotoaram com a massa foram as Piranhas. Não foram Meia Dúzia de bolsos, foram umas dúzias de milhares. E todos nós, nos nossos círculos de conhecimentos, de vizinhança, de relacionamento profissional conseguimos identificar umas quantas dessas Piranhas. Mas o mais interessante, é que as piranhas, ao contrário dos tubarões, não gostam de amealhar, e vai daí derreteram tudo aquilo que ganharam, acabando por dinamizar a economia do País. Ele foram os carrões; ele foram as casas no Algarve; ele foram as quintas no Alentejo; ele foram as jóias pr’á  Patroa; ele foram as viagens às Caraíbas; ele foram as jantaradas no Ramiro ou no Fialho. Enquanto a massa fluiu a montante, todos estes gastos foram criando e mantendo postos de trabalho a jusante. Era como um grande lago que  alimentava um rio que de barragem em barragem ia produzindo energia até chegar à foz.

O lago virou lagoa, as piranhas vão comer-se umas às outras, os tubarões comem as que sobrarem, e eu carapau, vou esconder-me atrás duma pedra até a borrasca passar.

Entretanto, em 2015 (provavelmente mais cedo) todos os carapaus vão ter a opção de pôr a cruzinha num dos tais partidos cheios de soluções que exorcizariam de vez o demónio capitalista (ou talvez não…).

Kurioso   

 

 

CONTRA

22 de Abril de 2011

Em Setembro de 2009 poupei a caneta e deixei aos outros Portugueses a tarefa de escolher o pastor para este rebanho tresloucado.

Até há um par de semanas estava firmemente convencido a fazer o mesmo desta vez, porque continuo a não encontrar nos políticos da nossa praça os tomates que me parecem necessários para pôr isto direito. Porém resolvi fazer duas estreias em simultâneo: vou votar em quem não acredito e vou votar contra.

Vou votar Passos Coelho porque quero cobrar dele, como líder do meu partido, aquilo que ele vai dando sinais de não ser capaz de fazer, e vou votar contra Sócrates porque andou 6 anos a dar-nos presentes envenenados.

O Coelho, como qualquer outro coelho, permitiu que o furão o tirasse do conforto da toca e agora, para fugir aos tiros, vai saltitando erraticamente e largando caganitas: um dia é o aumento do IVA; no outro é a transferência de fundos estruturais para acudir aos pobrezinhos; a seguir uma balda geral aos professores (mais uma vez injustamente considerados “bonequinhos de votar”) e como um Coelho não pode tirar outro da cartola, este resolveu tirar um Nobre…

Em relação a Sócrates a coisa fia mais fino: o homem é perigoso. Com a melhor das intenções, ou com a maior das irresponsabilidades, deixou-nos FADIDOS. Eu não tenho a obrigação de saber que 180 mil milhões de euros (180 000 000 000) são “impagáveis”, mas ele tem. Quando em 2009, para supostamente nos tirar da cova onde a recessão nos ajudou a meter, resolveu endividar-nos até aos tetranetos, devia ter tido os ditos cujos no sítio, e ter-nos dito que a festa acabara e era tempo de chave de fendas e não de chave de BMW. E agora, 2 anos e 100 mil milhões depois Sócrates “o Mártir” continua disposto a sacrificar-se (e a sacrificar-nos) pela Pátria.

Porque eu não quero pensar que a falta do meu voto pode manter Sócrates a desgovernar-nos, ou dar a Coelho a desculpa de que lhe faltou o meu voto para nos safar do atoleiro, no dia 5 de Junho vou votar PSD.

Se Passos Coelho se safar, não tenho grandes esperanças, mas se Sócrates voltar a ganhar (não é de todo impossível) eu DESISTO.    

E já agora acabo com a frase de O Insurgente donde “roubei” o gráfico acima:

ISTO NÃO VAI ACABAR BEM!

Kurioso

PS. Penso que não tenho que explicar a ninguém o que teve que acontecer em 1930 para a curva começar a descer…

E SE…?

27 de Novembro de 2010

E se este País estivesse bem como está, para a maioria dos Portugueses?

Esta pergunta tem andado a bailar dentro da minha cabeça há já algum tempo, e foi reforçada por uma observação duma amiga virtual “… eu fico espantada com a serenidade do povo perante isto…”.

A definição de Democracia diz que o País será governado por aqueles que a maioria do povo escolher. Quem nos governa agora foi escolhido DUAS VEZES pela maioria do povo Português. Não foram os banqueiros, nem os capitalistas e muito menos os Americanos ou os Alemães.

E não foi também por falta de alternativa. Se bem me lembro havia partidos para todos os gostos. Porém, os Portugueses votaram OUTRA VEZ neste partido previsivelmente para continuar a fazer mais do mesmo.

E se… a maioria dos Portugueses gosta mesmo do laxismo nas escolas, da ineficiência do Estado, do compadrio e da corrupção, da ignorância e incompetência generalizadas, do falar muito e fazer pouco?

Os outros, a minoria que gosta de aprender e de trabalhar, que acredita no mérito e na lisura das relações, só têm mesmo que conformar-se e aceitar democraticamente a vontade da maioria.

E nem sequer teríamos o monopólio das democracias “diferentes”. Assim de repente lembro-me de duas ou três democracias sui-generis…

Aliás, eu adoro a ironia contida na afirmação do George Bernard Shaw: “ A democracia é um sistema que faz com que nunca tenhamos um governo melhor do que merecemos”.

Kurioso


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