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		<title>CONSTITUI&#199;&#195;O</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 20:48:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>kurioso1950</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; Os últimos tempos têm provado que, em Portugal, se gasta muito mais tempo a discutir o acessório do que o essencial. Exemplos recentes são a ideia de legislar “bares de maconha” (parece que há vícios mais fashion do que outros), ou a obrigação de estudar a Constituição. E esta fúria legislativa espanta pela fraquíssima [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=297&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#160;</p>
<p><font size="3">Os últimos tempos têm provado que, em Portugal, se gasta muito mais tempo a discutir o acessório do que o essencial. Exemplos recentes são a ideia de legislar “bares de maconha” (parece que há vícios mais fashion do que outros), ou a obrigação de estudar a Constituição.</font></p>
<p><font size="3">E esta fúria legislativa espanta pela fraquíssima adesão às Leis. Portugal será, a seguir à Grécia, o país onde mais se legisla e menos se cumpre. O exemplo que eu sempre cito (sim, é o meu ódio de estimação) é o dos “palitos” para evitar o estacionamento em cima dos passeios. ESTACIONAR EM CIMA DOS PASSEIOS É PROÍBIDO! E, no entanto, este país falido gasta milhões de euros a empalitar tudo o que é berma de rua, porque os portugueses estão-se a c***r para a lei. Para todas as Leis. </font></p>
<p><font size="3">Mas voltemos à Constituição, e à necessidade de a ensinar nas escolas para que os cidadãos conheçam os seus Direitos (ainda gostava de saber onde é que se ensinam os Deveres).</font></p>
<p><font size="3">Eu vivi 27 anos dentro de uma Constituição fascista e nem por isso virei fascista, mesmo sendo obrigado a estudá-la durante dois anos. A seguir aguentei uma Constituição marxista durante quase dois anos e não virei comunista. Mais importante ainda, APESAR DE TUDO, não virei anti-comunista.</font></p>
<p><font size="3">Agora, estou há 37 anos em coabitação com uma Constituição vegetal (não é carne, nem é peixe), e isso não fez mudar nem um nico aquilo que eu considero serem os meus deveres de cidadão. Sim, eu falei em Deveres, porque fui ensinado (antes de ir para a escola) que os deveres estão primeiro, para que a seguir venham os direitos.</font></p>
<p><font size="3">Já agora, no meio da ululante demagogia que por aí vai, surge-me uma pergunta: <strong>Quais são os artigos da Constituição que deveriam ter evitado termos chegado ao atoleiro donde não podemos sair porque outros artigos da Constituição&#160; o impedem?</strong></font></p>
<p><font size="3"> Kurioso</font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/kurioso1950.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/kurioso1950.wordpress.com/297/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=297&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>IDH</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 21:20:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>kurioso1950</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; IDH quer dizer Índice de Desenvolvimento Humano, e Portugal (ainda) está no grupo de países que apresentam um IDH “muito alto”. Mas como, nos dias de hoje, TUDO serve para zurzir no Governo, o facto de termos descido duas posições entre 2011 e 2012 foi logicamente atribuído ao dito cujo. Esta “análise” vai direitinha [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=295&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#160;<img src="http://i1225.photobucket.com/albums/ee396/Kurioso1950/Camden_NJ_poverty_zps601fe17b.jpg" /> </p>
<p><font size="3">IDH quer dizer </font><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_%C3%8Dndice_de_Desenvolvimento_Humano"><font size="3">Índice de Desenvolvimento Humano</font></a><font size="3">, e Portugal (ainda) está no grupo de países que apresentam um IDH “muito alto”.</font></p>
<p><font size="3">Mas como, nos dias de hoje, TUDO serve para zurzir no Governo, o facto de termos descido duas posições entre 2011 e 2012 foi logicamente atribuído ao dito cujo.</font></p>
<p><font size="3">Esta “análise” vai direitinha de encontro a duas das minhas embirrações de estimação:1. <strong>Manipulação abusiva de dados</strong>; 2. <strong>Atribuição sistemática de culpas a outrem</strong>.</font></p>
<p><font size="3">Antes de chegarmos à manipulação de dados, há que referir que estes tipos de classificações são na generalidade liminarmente rejeitadas pela omnisciente Cultura Progressista, pois estão inquinadas pelo vírus do Capital. Porém, chega uma altura em que um simples enviesar do ponto de vista permite usar (abusar?) os dados a favor do opinante. E o que é que nós vimos no gráfico, verdadeiro mas abusivamente manipulado: <strong><em>Portugal desceu dois lugares, por culpa de Passos Coelho, e está na cauda da Europa. </em></strong>Que há dois, dez ou vinte anos Portugal estivesse exactamente no mesmo lugar, a cauda da Europa, é irrelevante para a asserção.</font></p>
<p><font size="3">A seguir vêm “as culpas a outrem”. Se perguntarmos aos dez milhões de Portugueses se alguém se acha um bocadinho responsável pelo estado lastimoso a que chegou o País, eu aposto a minha (improvável) reforma em como teríamos 10 milhões de NÃOS. Mas será que as pessoas, com esta eterna desculpabilização, não vêem que se estão a rotular de incompetentes? Incompetentes para gerirem a sua própria vida, para mudarem o curso dos acontecimentos, para fazerem a diferença!</font></p>
<p><font size="3">Mas voltemos ao IDH. Se olharmos com alguma atenção para a tabela, lá nos encontramos em 43º lugar, com algumas improbabilidades por cima de nós (Brunei, Qatar e Barbados) e outras tantas por baixo de nós (Rússia, Cuba, Venezuela).</font></p>
<p><font size="3">E lá no topo, em 3º lugar, temos os EUA onde uma avaliação de 0,937 não consegue esconder os quase 50 milhões de pobres que por lá existem.</font></p>
<p>“<font color="#400040" size="2"><strong><em>In November 2012 the </em></strong></font><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Census_Bureau"><font color="#400040" size="2"><strong><em>U.S. Census Bureau</em></strong></font></a><font color="#400040"><strong><em><font size="2"> said more than 16% of the population lived in poverty in the United States, including almost 20% of American children,<sup><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Poverty_in_the_United_States#cite_note-Census:_U.S._Poverty_Rate_Spikes.2C_Nearly_50_Million_Americans_Affected-1">[1]</a></sup> up from 14.3% (approximately 43.6 million) in 2009 and to its highest level since 1993. In 2008, 13.2% (39.8 million) Americans lived in poverty.<sup><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Poverty_in_the_United_States#cite_note-2009_Poverty_Rate_Reuters-2">[2]</a>”</sup></font></em></strong></font></p>
<p><font size="3">O IDH, como todas as classificações globais, enquadra numa sequência razoavelmente falível (e possivelmente tendenciosa) os países, empresas, povos, utilizando padrões que nunca poderão ser aplicados globalmente, pois NÃO HÁ uma cultura global e todos os comportamentos são culturais.</font></p>
<p><font size="3">Então não serve para nada? Serve sim senhor! Serve como ponto de partida para análises mais detalhadas, que deverão ter como suporte dados locais. E não deveria servir NUNCA para atirar poeira para os olhos dos incautos.</font></p>
<p><font size="3">Mas também não sei porque me admiro. Afinal eu até já vi o FMI ser citado positivamente pela omnisciente Cultura Progressista…</font></p>
<p><font size="3">Kurioso&#160; </font></p>
<p><font size="3">PS. A fotografia lá em cima mostra uma rua da cidade de Camden, New Jersey.</font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/kurioso1950.wordpress.com/295/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/kurioso1950.wordpress.com/295/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=295&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>ASSUSTADO</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 20:56:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Grito de Edvard Munch Nunca fui aquilo a que se costuma chamar de “bravo”. Os “bravos” que desafiam todo o mundo, que andam sempre à pancada, que precisam que os outros os sintam superiores, para eles próprios se considerarem superiores. Porém, tendo tido a sorte de viver no “mato” entre os seis e os [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=293&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://i1225.photobucket.com/albums/ee396/Kurioso1950/ogrito_zps6ab26d79.jpg" /> </p>
<p><font size="1"><strong><em>O Grito de Edvard Munch</em></strong></font></p>
<p><font size="3">Nunca fui aquilo a que se costuma chamar de “bravo”. Os “bravos” que desafiam todo o mundo, que andam sempre à pancada, que precisam que os outros os sintam superiores, para eles próprios se considerarem superiores.</font></p>
<p><font size="3">Porém, tendo tido a sorte de viver no “mato” entre os seis e os nove anos, numa altura em que um miúdo ainda podia desaparecer durante uma tarde inteira sem que a Mãe se preocupasse, eu comecei bastante cedo a ser razoavelmente destemido. É claro que tinha o meu bando, mas mais do que desafiarmo-nos uns outros, do que gostávamos mesmo era de desafiar a natureza. Ir até ao mar atravessando o pantanal imenso; nadar nas lagoas lamacentas; apanhar massalas para as atirarmos uns aos outros; saltar a cerca da cimenteira porque sim; roubar amendoim e ser corrido à pedrada.</font></p>
<p><font size="3">Regressado à civilização para frequentar o Liceu, o desejo de aventura não esmoreceu, e a bicicleta ajudava a estender os horizontes até aos bairros da periferia, onde habitava um outro povo. Um povo que eu nunca cheguei a conhecer verdadeiramente, mas que consegui perceber ser muito diferente do “meu” povo.</font></p>
<p><font size="3">Para tornar curta uma longa história, há que saltar várias décadas onde aconteceram muitíssimos choques, mudanças, trambolhões, adaptações, e, sempre, sempre, aquele bocadinho de curiosidade atrevida&#160; que me fazia explorar um pouco além do que o bom senso aconselharia. Sempre observando, sempre aprendendo, sempre relativizando.</font></p>
<p><font size="3">Mas a maior cambalhota haveria de me levar para uma empresa global onde tenho acesso a uma visão privilegiada, e assustadora, sobre como o&#160; mundo se comporta <strong>verdadeiramente.</strong></font></p>
<p><font size="3">E esta visão privilegiada não vem só do manancial de informação, do elevado investimento em formação e da necessidade diária de interacção. Vem também do aproveitamento de todas as viagens, do estudo constante que, ao longo de trinta anos, afinaram aquilo que é uma capacidade fundamental para o&#160; meu trabalho: poder “adivinhar” o futuro.</font></p>
<p><font size="3">E o futuro que eu adivinho deixa-me ASSUSTADO.</font></p>
<p><font size="3">Kurioso</font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/kurioso1950.wordpress.com/293/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/kurioso1950.wordpress.com/293/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=293&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>LESTE</title>
		<link>http://kurioso1950.wordpress.com/2013/04/27/leste/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Apr 2013 20:32:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>kurioso1950</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; Ser POUPADO é:&#160;&#160;&#160; QUERER e RESISTIR Ser FRUGAL é:&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; NÃO QUERER Esta peça está a ser escrita no aeroporto de Leipzig, que, para os mais distraídos, foi em tempos parte integrante da extinta RDA. Bem, os mais afins dos popós ou do luxo, talvez saibam que aqui à volta há uma fábrica da BMW [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=291&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#160;</p>
<p><font color="#400040" size="4"><strong><em>Ser POUPADO é:&#160;&#160;&#160; QUERER e RESISTIR</em></strong></font></p>
<p><font color="#400040" size="4"><strong><em>Ser FRUGAL é:&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; NÃO QUERER</em></strong></font></p>
<p><img src="http://i1225.photobucket.com/albums/ee396/Kurioso1950/IMG_4215_zps1b7d444c.jpg" /> </p>
<p><font size="3">Esta peça está a ser escrita no aeroport</font><font size="3">o de Leipzig, que, para os mais distraídos, foi em tempos parte integrante da extinta RDA. Bem, os mais afins dos popós ou do luxo, talvez saibam que aqui à volta há uma fábrica da BMW e outra da <a href="http://www.youtube.com/watch?v=K3iYhMDptjE">Porsche</a> (o da fotografia está lá em baixo).</font></p>
<p><font size="3">O aeroporto é novo, e chegavam os dedos de uma das mãos para contar as coisas novas que eu vi, ao longo de 160 km, aqui à volta. E estive abancado na terra de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Wittenberg">Lutero</a>, uma cidadezinha impecavelmente limpa (porque será que sempre que saio de Portugal, tudo me parece mais limpo???), mas tristonha e (muito) velhota. Desta vez não consegui esticar a permanência, pelo que a análise, além das duas viagens de táxi, foi feita ao crepúsculo ou já noite cerrada.</font></p>
<p><font size="3">A primeira surpresa (enfim, mais uma confirmação, pois já tinha visto algo parecido noutra cidade regional) foi a reduzida quantidade de carros. Numa cidade onde as duas ruas principais estão reservadas a peões, descobrir que as ruas adjacentes NÃO estão entulhadas de lata, é surpreendente. Depois, reparamos que em toda a cidade não há um prédio digno desse nome. Há uma profusão monótona de edifícios de dois ou três andares, o que implica necessariamente uma densidade baixa. Não há muitos carros, porque não há muita gente! E a pouca gente que há, anda de… bicicleta. Mas atenção que não são aquelas BTT <i>fashion</i> que nós levamos em cima do carro para ir andar 1 km no Parque das Nações. São modelos robustos (pudera…) que aguentam todos os KGS, todo o clima, todos os KMS, todo o ano. Têm guarda-lamas, iluminação, bagageira, e custam cerca de 600€. E foi uma delícia observar, às 10 da noite, um casal de cotas (sim…bem mais cotas do que eu), sair do parque do restaurante montados nas suas pasteleiras, pedalando e tagarelando, com a “caldeira” bem aconchegada por umas quantas canecas. </font></p>
<p><font size="3"><img src="http://i1225.photobucket.com/albums/ee396/Kurioso1950/bicicletawittenberg_zps7ad0e82d.jpg" /> </font></p>
<p><font size="3">Resumo da primeira noite: uma cidade baixinha, escura e quase deserta. Muitos restaurantes fechados, alguns, poucos, com clientela razoável, mas clientes de idade irrazoável. Não se devem fazer bebés nesta cidade desde a reunificação…</font></p>
<p><font size="3">Um parênteses para referir que, não tendo mudado a hora do computador, estava aqui tranquilo na cavaqueira, e o avião vai partir daqui a pouco…</font></p>
<p><font size="3">Umas horas e um voozinho de ligação depois, volta-se à conversa, agora dentro de um passaroco enorme, um A321 cheio como um ovo.</font></p>
<p><font size="3">Quando me disseram onde seria esta reunião, fiquei em pulgas porque iria poder finalmente “cheirar” o ambiente da Alemanha ex-comunista. A República Checa e a Roménia já tinham sido duas belas lições de História, mas estava kurioso de ver o resultado de uma transição suportada por uma MONTANHA de dinheiro. A Alemanha Ocidental gastou 2 milhões de milhões de euros (2 000 000 000 000) para trazer os irmãos apartados para o séc. XXl.</font></p>
<p><font size="3">Mas não se pense que os gastou a construir casas bonitas, rotundas em cada cruzamento, auto estradas paralelas, polidesportivos para cada aldeola. Só como exemplo, basta dizer que levámos 1h15 para fazer os 80 KMS até Leipzig. Uma estrada rural com um piso perfeito, mas cheia de curvas e de camiões.</font></p>
<p><font size="3"><img src="http://i1225.photobucket.com/albums/ee396/Kurioso1950/calhaus_zps0e5c2360.jpg" /> </font></p>
<p><font size="3">Eles gastaram a massa a adaptar (aproveitando o máximo dos edifícios) as instalações industriais, recheando-as de tecnologia e segurança de ponta. Em dez anos saltaram um século. E obviamente fizeram o mesmo com a agricultura. A zona onde estive é um enorme batatal intercalado com florestas, mais umas dezenas de fábricas salpicadas pela paisagem junto aos (pequeninos) aglomerados populacionais. As máquinas são novas, mas os maquinistas são os mesmos. A idade média na “nossa” fábrica, ronda os 52 anos… O êxodo dos jovens para a tentação do Oeste, pode não ter sido totalmente travado, mas, pelo menos, os velhos não foram atirados para uma ociosidade consumidora de recursos do Estado.</font></p>
<p><font size="3">Se juntarmos os pontinhos como nos desenhos dos miúdos, vemos que todas estas coisas fazem sentido e umas ajudam as outras. O emprego fixa a população, os salários permitem umas “flores” (umas canecas para ensopar as salsichas na cervejaria da esquina), as férias continuam a ser férias, e poderão, agora, ser gozadas num qualquer país estrangeiro.</font></p>
<p><font size="3">E está tudo bem? Não, <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/New_states_of_Germany">não está</a>! Nenhuma ditadura de 40 anos deixa uma população sem marcas. Aqui acho que não preciso de entrar em detalhes.</font></p>
<p><font size="3">Mas, nestas minhas deambulações sociológicas, além da visão integradora (sim…eu estou a ficar presunçoso), eu procuro sobretudo sinais, apontamentos, aquelas coisas pequeninas que mostram uma cultura, um modo de estar, e nesta viagem encontrei-os em abundância. Na estrada desde o aeroporto, ao entrarmos numa zona de curvas na floresta onde havia um cruzamento, reparei que o sinal de redução de velocidade tinha por baixo uma placa com “200MTS”. Fiquei à coca para ver se havia um sinal de fim de redução, mas é claro que não. O recado estava dado, e POUPOU-SE um sinal, mais a colocação e mais a manutenção. Já na fábrica, saltou-me à vista que a delimitação das esquinas ou áreas reservadas em vez de ser feita com aqueles blocos de cimento mais ou menos toscos, ou elaborados, é feita com pedregulhos pintados de amarelo. Porém, a maior surpresas estava reservada para o final da noite. Ao regressar ao hotel, no final do jantar de grupo, passo por uma esplanada ainda com gente mas às escuras. Porque já era meio tarde para padrões setentrionais (aquela malta janta às 6H30…), pensei que o dono estaria a tentar correr com o pessoal. Uma dezena de metros mais à frente encontro outra, e logo a seguir mais uma. Um café, uma casa de gelados, um bar, uma pizzaria, todas com gente e todas às escuras! Não sei quantos KWH se pouparão, mas lá está a ATITUDE.</font></p>
<p><img src="http://i1225.photobucket.com/albums/ee396/Kurioso1950/esplanadawittenberg2_zps7541a8c4.jpg" /> </p>
<p><font size="3">Se eu queria ser Alemão? Não me parece! Mas que podíamos aprender umas coisas com aqueles grandalhões sisudos, lá isso podíamos.</font></p>
<p><font size="3">Kurioso</font></p>
<p><font size="3">PS: Se não fosse a birra dos títulos de uma só palavra, é óbvio que este <i>post</i> teria que se chamar: NA COVA DA LOBA.</font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/kurioso1950.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/kurioso1950.wordpress.com/291/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=291&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>MUROS OU PONTES</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Apr 2013 21:41:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>kurioso1950</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Cruzadas]]></category>
		<category><![CDATA[Egoísmo]]></category>
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		<category><![CDATA[Renascimento]]></category>
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		<description><![CDATA[“Só quando os que sofrem sentirem o amparo dos mais afortunados e estes partilharem de boa vontade com os deslocados se poderá evitar uma tempestade que arrastará uns e outros.” João César das Neves Eu fui criado num tempo e num espaço onde havia solidariedade. Não havia igualdade, pois igualdade não existe em lado nenhum, [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=289&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#400040" size="4"><strong><em><img src="http://i1225.photobucket.com/albums/ee396/Kurioso1950/solidariedadehumana_zpse2eb8455.jpg" /> </em></strong></font></p>
<p><font color="#400040" size="4"><strong><em>“Só quando os que sofrem sentirem o amparo dos mais afortunados e estes partilharem de boa vontade com os deslocados se poderá evitar uma tempestade que arrastará uns e outros.”</em></strong></font> João César das Neves</p>
<p><font size="3">Eu fui criado num tempo e num espaço onde havia solidariedade.</font></p>
<p><font size="3">Não havia igualdade, pois igualdade não existe em lado nenhum, mas as quatro ou cinco sociedades que partilhavam o referido espaço eram solidárias dentro de si próprias e, em menor</font><font size="3"> grau, entre si. Eram mundos tão diferentes que o convívio não era fácil. Porém, as diferenças eram toleradas e até respeitadas. As pontes eram frágeis, mas não havia muros. </font><font size="3">Tirando um pequeníssimo grupo de privilegiados, a VIDA era difícil para todos, e a dificuldade gera solidariedade.</font></p>
<p><font size="3">Quando, neste tempo e neste espaço, eu olho para uma sociedade teoricamente homogénea, que teria tudo para ser solidária, e a única coisa que vejo é um egoísmo exacerbado, uma capacidade ilimitada para o insulto rasteiro, um apoucar ou amesquinhar tudo o que é diferente, um fazer e desfazer de ligações suportadas unicamente por interesse e uma glorificação do fátuo, eu sinto-me nostálgico.</font></p>
<p><font size="3">E quem perceber um pouco de História, saberá que esta Europa, que nós julgamos superior, esteve mergulhada dez séculos em trevas, quando os muros feudais substituíram as pontes romanas.</font></p>
<p><font size="3">Curiosamente, as Cruzadas, que mais não eram do que uma forma de aliviar a pressão dentro dos muros, acabaram por ter como efeito secundário a criação de novas pontes. E aparecem o Renascimento, os Descobrimentos, a Revolução Industrial.</font></p>
<p><font size="3">Parecia estar aberto o caminho para o progresso universal.</font></p>
<p><font size="3">Mas as pontes são por natureza mais frágeis do que os muros, e o Homem <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_batalhas#S.C3.A9culo_XVI">trabalhou afincadamente</a> para destruí-las.</font></p>
<p><font size="3">Oxalá me engane, mas parece-me que vamos a caminho de nova era de MUROS.</font></p>
<p><font size="3">Kurioso</font></p>
<p>&#160; </p>
<p><font size="3">&#160;&#160; </font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/kurioso1950.wordpress.com/289/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/kurioso1950.wordpress.com/289/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=289&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>INCUMPRIMENTO</title>
		<link>http://kurioso1950.wordpress.com/2013/04/12/incumprimento/</link>
		<comments>http://kurioso1950.wordpress.com/2013/04/12/incumprimento/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Apr 2013 20:22:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>kurioso1950</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Dívida]]></category>
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		<category><![CDATA[Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Incumprimento]]></category>
		<category><![CDATA[Pachorra]]></category>
		<category><![CDATA[Reestruturação]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje vou entrar em incumprimento. O enorme deficit de ideias exige uma profunda reestruturação da dívida. Vou ter que ir aos mercados tentar encontrar um financiamento de imaginação, a juros aceitáveis. Kurioso<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=287&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p><font size="3">Hoje vou entrar em incumprimento.</font></p>
<p><font size="3">O enorme deficit de ideias exige uma profunda reestruturação da dívida.</font></p>
<p><font size="3">Vou ter que ir aos mercados tentar encontrar um financiamento de imaginação, a juros aceitáveis.</font></p>
<p><font size="3">Kurioso</font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/kurioso1950.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/kurioso1950.wordpress.com/287/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=287&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>SINOPSE</title>
		<link>http://kurioso1950.wordpress.com/2013/04/05/sinopse/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Apr 2013 20:18:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>kurioso1950</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Acelerar]]></category>
		<category><![CDATA[Despistar]]></category>
		<category><![CDATA[Ferrari]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
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		<description><![CDATA[O Homem acelerava ferozmente na auto-estrada, 160, 170, 180, e os passageiros, em êxtase, batiam palmas. A viagem continuou célere. Era preciso apanhar os outros carros que seguiam lá à frente. O co-piloto que começara a fazer contas, diz timidamente: “estamos a gastar muito combustível…”. “És um caguinchas. O que não falta são áreas de [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=286&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><font size="3"></font></p>
<p><font size="3"></font></p>
<p><font size="3">O Homem acelerava ferozmente na auto-estrada, 160, 170, 180, e os passageiros, em êxtase, batiam palmas.</font></p>
<p><font size="3">A viagem continuou célere. Era preciso apanhar os outros carros que seguiam lá à frente.</font></p>
<p><font size="3">O co-piloto que começara a fazer contas, diz timidamente: “<font color="#800040"><strong><em>estamos a gastar muito combustível…</em></strong></font>”. “<font color="#800040"><strong><em>És um caguinchas. O que não falta são áreas de serviço daqui para a frente</em></strong></font>” responde o Homem com o seu tom de gelo nº2.”<font color="#800040"><strong><em>Mas são mais caras…</em></strong></font>” “<font color="#800040"><strong><em>Mas tu ouves o que eu digo, ou precisas de um aparelho?</em></strong></font>” tom de gelo nº5.</font></p>
<p><font size="3">De repente, surge uma curva no horizonte, e o co-piloto avisa, encolhendo-se todo, “<font color="#800040"><strong><em>temos que abrandar…</em></strong></font>” “<font color="#800040"><strong><em>abrandar para quê?! Lá estás tu!</em></strong></font>”. Mas, pelo sim pelo não, levanta o pé 180, 170, 160.</font></p>
<p><font size="3">Mesmo assim, ao fazer a curva, o carro chocalha e alguns passageiros ganham umas nódoas negras. Os outros porém querem é velocidade e reclamam “<font color="#800040"><strong><em>Sr chofer por favor, ponha o pé no acelerador…</em></strong></font>”.</font></p>
<p><font size="3">Entretanto com o preço do combustível a subir e os passageiros ingratos a reclamar, o Homem resolve bater com a porta e entregar a condução a Outro.</font></p>
<p><font size="3">O Outro que estava cheio de ganas de conduzir o popó (não, na altura ele ainda não era um fã dos popós, isso foi mais tarde), salta lá para dentro e a primeira coisa que vê é uma curva apertada no horizonte.”<font color="#800040"><strong><em>Porra! vou ter que travar a fundo</em></strong></font>” e trava. O carro entra em derrapagem, e o Outro vai ziguezagueando, e travando, e fazendo carambolas ora nos rails ora no separador central. A auto-estrada de repente transformara-se num troço de Rali!</font></p>
<p><font size="3">O Outro decidiu que tinha de mudar o estilo de condução (aquilo do lado de fora parecia muito mais simples) era preciso ir muito mais devagar e largar alguns passageiros. E, agora que ele já se tornara um verdadeiro FDP (fã dos popós) e não queria largar o volante, tentou usar toda a sua lógica para convencer os passageiros de que o Ferrari em que tinham embarcado, virara agora um Jeep muito, muito desconfortável.</font></p>
<p><font size="3">Mas…e há sempre um mas nestas narrativas, o Tabelião dos Costumes acorda (muito) lentamente e ainda espreguiçando-se diz: “<font color="#800040"><strong><em>NÃO! NÃO! ERA FERRARI, FERRARI TEM QUE SER!</em></strong></font>”</font></p>
<p><font size="3">“<font color="#800040"><strong><em>Mas…nós já não temos combustível para o Ferrari, e também não é carro certo para esta estrada…</em></strong></font>”.       <br />“<font color="#800040"><strong><em>ISSO AGORA NÃO INTERESSA NADA!</em></strong></font>”</font></p>
<p><font size="3">Entretanto o Homem, que fora dar uma volta à boleia de um dos carros lá da frente, regressa e, da borda da estrada junto aos outro mirones palpiteiros, bota sentença:</font></p>
<p><font size="3">“<font color="#800040"><strong><em>MAS VOCÊS JÁ VIRAM BEM ESTE GAJO?! ENTREGO-LHE UM CARRO INTEIRINHO, A ANDAR QUE ERA UMA MARAVILHA , E AGORA ENCONTRO UM CHASSO TODO AMOLGADO A ARRASTAR-SE COMO UMA TARTARUGA</em></strong></font>”</font></p>
<p><font size="3">E os passageiros, esses eternos insatisfeitos, ponderam accionar o seguro para tentar ainda salvar algo dos destroços.</font></p>
<p><font size="3">Mas…toda a gente sabe como são os seguros em Portugal.</font></p>
<p><font size="3">Kurioso</font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/kurioso1950.wordpress.com/286/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/kurioso1950.wordpress.com/286/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=286&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>GAMBOZINOS</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Mar 2013 21:47:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>kurioso1950</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Crise]]></category>
		<category><![CDATA[Culpa]]></category>
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		<category><![CDATA[Protesto]]></category>
		<category><![CDATA[Sócrates]]></category>

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		<description><![CDATA[O “regressado” confessou-se muito admirado pelos anticorpos que encontrou no País. Pensou que a generalizada antipatia que o actual governo recolhe, se converteria automaticamente em simpatia pela sua excelsa, impoluta e infalível PESSOA. A Esquerda tonitruante continua a não perceber nada da sociologia deste infortunado País. Para eles, quem não pertence ao seu clube é [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=285&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><font size="3">O “regressado” confessou-se muito admirado pelos anticorpos que encontrou no País. Pensou que a generalizada antipatia que o actual governo recolhe, se converteria automaticamente em simpatia pela sua excelsa, impoluta e infalível PESSOA.</font></p>
<p><font size="3">A Esquerda tonitruante continua a não perceber nada da sociologia deste infortunado País. Para eles, quem não pertence ao seu clube é automaticamente catalogado de Fascista e a coisa está resolvida. Quando começa a soar que há um descontentamento crescente face ao governo Fascista em funções, assume-se obviamente que a malta se fartou da Direita e é agora devota acrítica da Esquerda. Os extremos sempre tiveram uma visão dicotómica da realidade, um truque que lhes permite&#160; tornar as suas visões ABSOLUTAMENTE certas, por contraponto às visões ABSOLUTAMENTE erradas dos outros.</font></p>
<p><font size="3">Independentemente das visões absolutistas, é um facto que todos nós estamos a viver tempos difíceis (OK, catastróficos). E todos nós nos perguntamos como foi possível chegar AQUI. </font></p>
<p><font size="3">Nestes últimos tempos, o desporto predilecto dos portugueses é a caça à CULPA. Queremos saber quem são os CULPADOS. Porém está provado até à saciedade que a procura da culpa em Portugal é uma verdadeira caça ao </font><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gambozino"><font size="3">gambozino</font></a><font size="3">.&#160; Tal como o gambozino, também a CULPA é um ser imaginário que pode ter tantas formas quantos os imaginadores, mas jamais será encontrada.</font></p>
<p><font size="3">Ora não havendo culpados dentro do rectângulo, vamos ter que atribuir aos portugueses outros rótulos. E eu imaginei três: os ACULPADOS; os DESCULPADOS; os INCULPADOS.&#160; </font></p>
<p><font size="3">Antes da explicação “psicológica”, aqui vai um exemplo.</font></p>
<p><font size="3">A auto estrada daqui para Lisboa tem três faixas. Um aculpado, um desculpado e um inculpado, vão lado a lado a 150 à hora. Em Sacavém está o comité de recepção. Respostas típicas:</font></p>
<p><font color="#400040" size="3"><strong>1. Sim eu vinha a 150. Porquê? Não se pode andar a 150?</strong></font></p>
<p><font color="#400040" size="3"><strong>2. Pois o Sr. guarda sabe, eu vinha com um bocado de pressa, mas todos os outros também vinham. Eu até tinha ouvido dizer que até 150 não havia azar. Eu não tenho culpa.</strong></font></p>
<p><font color="#400040"><strong><font size="3">3. Com o meu azar tinha que ser. E vou poder ficar com a carta?&#160; </font>&#160;</strong></font></p>
<p><font size="3">Os ACULPADOS (um neologismo para ajudar) são aqueles que nem sabem o que é culpa. A sua vida é feita com base no sentir, e, por limitações várias, da maior parte das quais não têm efectivamente culpa, a culpabilidade para eles não existe. São como que crianças grandes.</font></p>
<p><font size="3">Os DESCULPADOS, são aqueles que, sabendo efectivamente que estão a fazer algo incorrecto, injusto, imoral ou ilegal e portanto indutor de culpa, arranjam sempre um ou vários argumentos para descartar a culpabilidade.</font></p>
<p><font size="3">E chegamos por fim aos INCULPADOS. Kuriosamente, o dicionário diz que um inculpado pode ser duas coisas opostas:</font></p>
<blockquote><p><font color="#0000ff" size="3"><strong><em>adj. </em></strong></font><font color="#0000ff" size="3"><strong><em>Que está sem culpa.           <br />Pessoa contra a qual é aberto um processo de instrução em consequência de um crime ou de um delito.</em></strong></font></p>
</blockquote>
<p><font size="3">Para efeitos da minha prédica, a dupla definição vem mesmo a calhar. Os INCULPADOS estão sem culpa, mas foi-lhes aberto um processo de confisco.</font></p>
<p><font size="3">Os INCULPADOS são aqueles que resistiram ao banquete, ou que comeram frugalmente. Foram aqueles que, enquanto iam petiscando uns canapés e umas gambas, não deixaram de ouvir os “apóstolos da desgraça” e pensar, entre duas dentadas, ”<font color="#400040"><strong>e se este gajo tem razão?</strong></font>”. Os INCULPADOS gozaram, e gozam, as auto-estradas, as rotundas e as fontes. luminosas ou apagadas, mas, ao mesmo tempo que apreciavam a paisagem, não conseguiam evitar um pensamento incómodo: “<font color="#400040"><strong>cum cara…ças! Como diabo vamos nós pagar isto?</strong></font>”. Quando finalmente chegou a sobremesa, e já todo o mundo se lambuzava, os INCULPADOS decidiram: “<font color="#400040"><strong>Basta! Isto vai dar uma indigestão danada e a seguir dieta rigorosa. Melhor não.</strong></font>”</font></p>
<p><font size="3">Os INCULPADOS têm uma série de alcunhas: cinzentos, empatas, paspalhões,&#160; medricas, retrógrados (há outras menos lisonjeiras). Porque não sofreram de indigestão, não tiveram que entrar em dieta rigorosa, e a sua frugalidade permite-lhes encarar o futuro, se não com esperança, pelos menos sem desespero. E porque são os INCULPADOS que ainda têm alguma coisa para ser esmifrado, pois é óbvio que irão ser eles a pagar o bolo que os outros comeram. Pagá-lo-ão, contrariados mas sem queixumes folclóricos. Afinal eles são a maioria silenciosa.</font></p>
<p><font size="3">E foi esta grande maioria, que vai ter que pagar o bolo SEM O TER COMIDO, que se sentiu insultada com o regresso do Pasteleiro Pinóquio.</font></p>
<p><font size="3">E o “regressado” vai melhorar as coisas? Não, não vai! Vai acabar de vez com a pequeníssima credibilidade dos políticos, e nós iremos finalmente juntar-nos ao clube onde pertencemos: “os tontos do Sul”. Tornar-nos-emos ingovernáveis como a Grécia e a Itália, gritaremos cada vez mais alto, e daremos cada vez mais razões para que “ os sisudos do Norte” nos desprezem.</font></p>
<p><font size="3">Ah! E continuaremos militantemente a caçar gambozinos.</font></p>
<p><font size="3">Kurioso</font>&#160;</p>
<p><font size="3">&#160;</font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/kurioso1950.wordpress.com/285/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/kurioso1950.wordpress.com/285/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=285&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>SALVA&#199;&#195;O</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Mar 2013 21:59:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>kurioso1950</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<description><![CDATA[Um historiador de EsquerdaEsquerda deu como exemplo de REDENTOR um Presidente americano. Ele há cenas irónicas! Escrevendo muito bem (o que é cada vez mais raro), deu um enfoque significativo à “domesticação” dos Bancos, e referiu en passant o trabalho comunitário para os milhões de desempregados. Dando de barato tudo o que é diferente, e [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=282&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://i1225.photobucket.com/albums/ee396/Kurioso1950/desemprego_zps96c10042.jpg" /> </p>
<p>Um historiador de <a href="http://ruitavares.net/textos/a-politica-redentora/#more-3470">EsquerdaEsquerda</a> deu como exemplo de REDENTOR um Presidente americano. Ele há cenas irónicas!</p>
<p>Escrevendo muito bem (o que é cada vez mais raro), deu um enfoque significativo à <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Emergency_Banking_Act">“domesticação”</a> dos Bancos, e referiu <i>en passant</i> o trabalho comunitário para os milhões de desempregados.</p>
<p>Dando de barato tudo o que é diferente, e é quase TUDO, entre os EUA de 1933 e a Europa de 2013, é interessante perceber que nem os Bancos querem ser “domesticados”, nem os desempregados querem ser “recrutados”.</p>
<p>O Presidente Roosevelt foi efectivamente um homem de uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/New_Deal">visão extraordinária</a>, por ter imaginado uma solução, mas foi também um homem com uma sorte extraordinária. Em 1933 ainda não havia uma comunicação social “mafiosa”, nem… redes sociais. O homem PODE fazer o que precisava de ser feito!</p>
<p>E, depois de 4 anos de uma Depressão negra, os milhões de desempregados que precisavam de dinheiro para COMER, estavam dispostos a fazer O QUE FOSSE PRECISO para arranjá-lo. Os Estados Unidos foram criados na base do esforço individual por contra ponto à já evidente “burocracia” europeia. Os americanos estão habituados a <b>trabalhar para receber</b>. Estão habituados a ter <b>deveres</b> antes de terem <b>direitos</b>.</p>
<p>Quando Roosevelt lhes propôs irem <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Civilian_Conservation_Corps">reflorestar, repavimentar e consertar</a> o País, dando-lhes alojamento (em tendas), alimentação (na marmita) e 30 dólares por mês, eles FORAM!</p>
<p><i><font color="#800040">“Every month, the government required the CCC boys to send $22 to $25 &#8212; a hefty chunk of their $30-per-month paycheck &#8212; to their families. But this didn&#8217;t put the boys out much, as life in the camps provided them with all the necessary amenities.”</font></i></p>
<p><img src="http://i1225.photobucket.com/albums/ee396/Kurioso1950/ccc_boys_zps807bbcc1.jpg" /> </p>
<p>Entretanto ainda havia 80% de americanos que não tinham perdido o emprego. A estes, convenceu-os a porem as economias nos “novos” bancos, de modo a que os bancos voltassem a ter liquidez para “fermentar” a economia.</p>
<p>É importante referir que todo este esforço serviu somente para acabar com a fome. A economia americana só disparou verdadeiramente com o esforço de guerra, a partir de 1938. </p>
<p>Pensar que uma coisa semelhante podia ser feita nos dias de hoje, em qualquer país ocidental, é uma pura perda de tempo. Em Portugal seriam duas perdas de tempo: uma a propô-la, e outra a achincalhá-la <i>ad nauseam</i>. Basta lembrar as reacções às propostas de por a trabalhar os beneficiários do rendimento social de inserção, ou as elevadas considerações que mereceu a sugestão do maestro dos banqueiros (que também não está nem aí para salvar o País…). Gostava de ver a reacção deste senhor a uma lei como esta: <i><font color="#800040">“TITLE II:To enable the Comptroller of the Currency (a post in the US Treasury) to take complete control of and operate any bank in the United States or its territories and to establish the terms and conditions under which bank is administered.</font></i></p>
<p>No nosso país parecem estar reunidas todas as condições para que não falhemos a ida para o fundo. </p>
<p>Mas é possível encontrar na actualidade um País que, ao ser confrontado com o fim da festa, conseguiu reunir o esforço de TODOS (governo, administração pública, autarquias, banca, população) para que cedendo equilibradamente pudessem retroceder o menos possível. A <a href="http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-20936685">Islândia</a>. Mas, nos dias de hoje, mesmo os milagres são <a href="http://www.reuters.com/article/2013/02/21/us-iceland-economy-idUSBRE91K0JN20130221">contestados</a>.</p>
<p>Kurioso</p>
<p>PS. Para quem for curioso: <em>$30.00 in 1933 had the same buying power as $525.80 in 2013</em></p>
<p>E, já agora, o limiar de pobreza em 2012 era de $975</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/kurioso1950.wordpress.com/282/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/kurioso1950.wordpress.com/282/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=282&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>TRANSGRESS&#195;O</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Mar 2013 22:04:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>kurioso1950</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<category><![CDATA[Vandalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Antigamente dizia-se que “a conversa é como as cerejas” no sentido de que atrás de uma vem outra, e é difícil parar. Actualizando o ditado, eu diria que “a pesquisa é como as cerejas”. Tentando confirmar uma velha recordação de que Picasso só assinava as suas obras quando as vendia (porque sem a assinatura não [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=281&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://i1225.photobucket.com/albums/ee396/Kurioso1950/banksy19n-1-web_zpsb35f5d8f.jpg" /> </p>
<p><font size="3">Antigamente dizia-se que “a conversa é como as cerejas” no sentido de que atrás de uma vem outra, e é difícil parar. Actualizando o ditado, eu diria que “a pesquisa é como as cerejas”.</font></p>
<p><font size="3">Tentando confirmar uma velha recordação de que Picasso só assinava as suas obras quando as vendia (porque sem a assinatura não valiam nada), acabei por descobrir um interessante artigo sobre o </font><a href="http://www.huffingtonpost.com/daniel-grant/whats-the-value-of-a-sign_b_826711.html"><font size="3">valor de uma assinatura.</font></a></p>
<p><font size="3">Mas o mais kurioso, é que a divagação de hoje é sobre o valor de algo não assinado. O valor enorme que a transgressão pode ter nos dias de hoje, quando se assiste a fundamentalismos de toda a ordem, que, por suas vez, geram contra fundamentalismos que não se inibem de violar a lei, ou, pelo menos, aquilo que até há bem pouco tempo eram os valores da ética e da moral.</font></p>
<p><font size="3">Mas vamos lá então à origem desta verborreia. </font></p>
<p><font size="3">Ouvindo, distraidamente, as notícias na rádio, abriu-me o apetite uma que referia “um pedaço de parede desaparecido em Londres aparece à venda em Miami”. Bem, o pedaço de parede continha um graffito de um famoso artista, </font><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Banksy"><font size="3">Banksy</font></a><font size="3">, que ninguém sabe quem é. A notícia referia também que os habitantes do bairro londrino queriam de volta a “sua” pintura, pois ela tinha sido oferecida pelo artista à comunidade.</font></p>
<p><font size="3">Porque este tema tem mais voltas que a casca de um caracol, vou-me ficar só pela volta da <strong>propriedade</strong>.</font></p>
<p><font size="3">Banksy nunca assumiu a autoria de nenhum dos graffiti, com a explicação explícita de não querer valorizá-los, mas, quanto a mim, com a&#160; explicação escondida de não querer “ir dentro”. Afinal, vandalismo e destruição da propriedade alheia (ainda) são crime.</font></p>
<p><font size="3">Assim sendo, a imagem que ilegalmente “conspurcou” a parede&#160; do </font><a href="http://www.guardian.co.uk/artanddesign/2013/feb/18/banksy-london-miami-auction"><font size="3">Poundland de Wood Green</font></a><font size="3">, passou a ser propriedade do dono do edifício. Uma forma simples de perceber esta alegação, é pensar que em vez de um boneco, a parede tinha sido pichada com um chorrilho de obscenidades. O mesmo povo que agora exige o boneco de volta, iria, por certo, exigir ao proprietário a imediata remoção dos palavrões ofensores de criancinhas.</font></p>
<p><font size="3">E o proprietário que herdou o boneco apócrifo, descobre que há gente para comprar estas “transgressões”. Malta cheia de dinheiro, sustentada e sustentadora da sociedade que os bonecos tentam criticar, e que está disposta a dar fortunas (700000 dólares!!!) para provar ao mundo que os bonecos afinal não mudam coisa nenhuma.</font></p>
<p><font size="3">Mas não se pense que são só os donos das paredes e comerciantes de “arte” que fazem negócio à custa do fantasma Banksy. Também a comunicação social, esses abutres do bizarro, cavalga a onda enquanto ela rola, conseguindo fazer um tratado sobre </font><a href="http://www.dailymail.co.uk/femail/article-1034538/Graffiti-artist-Banksy-unmasked---public-schoolboy-middle-class-suburbia.html"><font size="3">coisa nenhuma</font></a><font size="3">.</font></p>
<p><font size="3">A transgressão está na moda.</font></p>
<p><font size="3">Kurioso</font></p>
<p><font size="2">PS 1. Banksy: </font><a title="http://www.banksy.co.uk/outdoors/index1.html" href="http://www.banksy.co.uk/outdoors/index1.html"><font size="2">http://www.banksy.co.uk/outdoors/index1.html</font></a><font size="2">&#160; </font></p>
<p><font size="2">PS 2. De como o Capitalismo consegue capitalizar com as críticas que lhe fazem, fica para outra oportunidade.</font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/kurioso1950.wordpress.com/281/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/kurioso1950.wordpress.com/281/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=kurioso1950.wordpress.com&#038;blog=7710563&#038;post=281&#038;subd=kurioso1950&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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