Esta divagação teve como causa remota duas falhas de corrente na passada semana, quando preparava,à pressa, o último post. Entretanto, magicando sobre o conteúdo e forma, foram pipocando algumas ideias.
À laia de introdução, talvez seja de referir que afinal nós nem somos tão pessimistas assim. Para definir o acaso, um Português utiliza muita vezes a palavra sorte. Pessimistas mesmo são os nossos vizinhos, que usam a palavra AZAR para significar acaso. É claro que eles não gostam nada de deixar as coisas “al azar” pois pode trazer “mala suerte”. Já nós, somos peritos em deixar tudo à sorte, pois pode ser que não haja azar…
Eu uso a foto acima no final de uma apresentação sobre o meu departamento/função, pretendendo mostrar que o acaso nem sempre é totalmente adverso (além disso dá um certo gozo mostrar que os gajos dos Ferrari também se espalham).
Pois na semana passada tive o meu “momento Ferrari”.
Eu utilizo o Live Writer para alimentar o WordPress. Não é um processador de texto brilhante, mas pelo menos as formatações passam direitinhas para o blog, o que é uma bênção para um nabo apressado como eu. Outra das opções é enviar a escrevinhação com um click e ver loguinho o resultado.
Pois na semana passada, nós começámos a ter os cortes de corrente habituais no Inverno. A urbanização onde vivemos está situada na periferia da povoação, e os estrategas da REN resolveram alimentá-la com corrente de um ramal industrial. É uma linha sujeita a grandes débitos e muito influenciada pelo comportamento dos postos de transformação de cada uma das industrias. Quando há trovoada os diversos sistemas de protecção começam a disparar, e a linha desliga-se por segurança.
Pois na semana passada, estava eu de volta do post da TROPA (matéria sensível…) e a luz foi abaixo durante 15 segundos, levando consigo valiosos (?) trinta minutos de espremidela cerebral. Com o stress a aumentar, realinho as ideias e as palavras e começo a escrever um pouco mais depressa. Tão depressa, que ás tantas carrego numa combinação qualquer de teclas, e zás! o post é publicado. Vou a correr ao WordPress e zás! apaguei o mal cozinhado. Volto ao Live e continuo a escrever na janela que se mantivera aberta após a publicação. Escreve daqui, muda dacolá, corrige além e a coisa vai andan PUFFF… a pôrra da luz faltou outra vez.
Passados os minutos necessários para ter o Live outra vez à minha frente, descubro que o malfadado post já não estava nos rascunhos, aparecendo alegremente nos “Colocados”. Primeira constatação: tudo o que eu escrevera desde a colocação acidental, fora à vida! E, logo a seguir, um calaquente pôs-me as orelhas (e o resto) a arder: EU TINHA APAGADO O MAFARRICO DO OUTRO LADO.
Talvez…
Volto ao WordPress, esgaravato até chegar ao registo dos posts, e em frente à palavra Lixo estava (1).
Esperança…
Pisco daqui, click dacolá e… estou a olhar outra vez para a TROPA. Um ctrl+C seguido de um ctrl+V e estou onde estava há UMA HORA ATRÁS. Afinal só tinha perdido dois ou três parágrafos, meia dúzia de pesquisas e alguns links laboriosamente procurados…
A sorte tinha sido boazinha comigo. A minha imperícia fizera o Ferrari despistar-se, mas o Lixo evitara o pior.
Pronto! Desta vez consegui não escrever sobre a crise, o futuro do País, etc.
Se bem que…
Kurioso
Ah! Eu também tenho um Ferrari

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