Arquivo de Novembro, 2011

TANGO

2011/11/25

Eu tenho horror ao CAOS (é por isso que me sinto horrorizado sempre que vou à minha garagem…). Durante as quatro décadas que já levo de actividade profissional, sempre lutei contra o caos, e, tentando sempre ver mais longe, sempre me esforcei por evitá-lo ( a minha garagem é uma prova de que há sempre batalhas perdidas numa guerra…). Como quase todos os problemas, também o CAOS é mais fácil de prevenir do que remediar, pois é altamente reprodutivo. Enquanto a normalidade exige um cuidado constante para se reproduzir, o CAOS não necessita de ajuda nenhuma para se propagar exponencialmente.

Eu não tenho nenhuma certeza (e bem gostava de ter) de que as medidas em curso consigam tirar-nos do buraco. Mas estou absolutamente convencido de que o CAOS não tirará.

Desde que a Grécia se plantou (ou foi plantada) à beira do precipício, comecei a ler sobre: 1. Sair do Euro; 2. Bancarrota.

Em relação à bancarrota o exemplo mais recente, e mais conhecido, no mundo ocidental, é a Argentina, que decidiu em  Janeiro de 2002 deixar de dançar o tango com o Dólar e aceitar a incapacidade de pagar a divida.

Do longo, e esclarecedor, artigo da Wiki eu escolhi dois excertos para tipificar as Causas e as Consequências (os sublinhados são meus). 

CAUSA:

“As a result of the convertibility law, inflation dropped sharply, price stability was assured and the value of the currency was preserved. This raised the quality of life for many citizens who could now afford to travel abroad, buy imported goods or ask for credit in dollars at very low interest rates.

Argentina still had external debts to pay and it needed to keep borrowing money. The fixed exchange rate made imports cheap, producing a constant flight of dollars away from the country and a progressive loss of Argentina’s industrial infrastructure which led to an increase in unemployment.

In the meantime, government spending continued to be high and corruption was rampant. Argentina’s public debt grew enormously during the 1990s and the country showed no true signs of being able to pay it. The International Monetary Fund, however, kept lending money to Argentina and postponing its payment schedules. Massive tax evasion and money laundering explained a large part of the evaporation of funds toward offshore banks.”

CONSEQUÊNCIA:

“In addition to the corralito, the Ministry of Economy dictated the pesificación ("peso-ification"), by which all bank accounts denominated in dollars would be converted to pesos at official rate. This measure angered most savings holders and appeals were made by many citizens to declare it unconstitutional.

After a few months, the exchange rate was left to float more or less freely. The peso suffered a huge depreciation, which in turn prompted inflation (since Argentina depended heavily on imports, and had no means to replace them locally at the time).

The economic situation became steadily worse with regards to inflation and unemployment during 2002. By that time the original 1-to-1 rate had increased to nearly 4 pesos per dollar, while the accumulated inflation since the devaluation was about 80%; these figures were considerably lower than those foretold by most orthodox economists at the time. The quality of life of the average Argentine was lowered proportionally; many businesses closed or went bankrupt, many imported products became virtually inaccessible, and salaries were left as they were before the crisis.

UMA DÉCADA DEPOIS:

A Argentina continua fora dos mercados, o rating mantém-se em B,  a probabilidade de nova bancarrota mantém-se, mas descobriu uma nova Evita e o povo está contente.

Mas nem tudo é mau, e, mesmo com todas as notações negativas, a Argentina pertence ao G20, apesar de ficar atrás de Portugal numa série de indicadores. Uma das razões pode ser a sua enorme capacidade de produzir comida, algo quase tão importante como o petróleo.

E porque eu tenho horror ao caos, sempre consegui manter-me imune ao canto da sereia “CONSUMO” e habituei-me a viver com aquilo que “produzo”. E porque eu não devo nada a ninguém, estou completamente FULO com quem assumiu em meu nome dividas que eu vou pagar para evitar o CAOS.

E estou também FULO com os meus compatriotas que, não tendo resistido ao canto da sereia , acham agora que o CAOS poderá apagar as responsabilidades que assumiram de ânimo leve.

Costuma dizer-se que “são precisos dois para dançar o Tango”. Pois nesta altura eu diria: “ são precisos 10 milhões para NÃO dançarmos o Tango”.

Kurioso

PS. 1. Eu tenho a mania de ir à procura de informação em Inglês, e depois sou surpreendido com prosas bem alinhadas na nossa língua. Quando já ia a publicar este queixume, descobri um artigo em português que foca os pontos principais da tragédia Argentina.

PS. 2. Também já houve quem imaginasse a Grécia depois do metafórico passo em frente.

PS. 3. Ao rever este post reparei que a palavra sempre está repetida vezes demais. Foi inadvertido, mas resolvi deixá-las todas pois reflectem uma acção coerente e consistente ao longo de décadas.

SORTE

2011/11/18

Esta divagação teve como causa remota duas falhas de corrente na passada semana, quando preparava,à pressa, o último post. Entretanto, magicando sobre o conteúdo e forma, foram pipocando algumas ideias.

À laia de introdução, talvez seja de referir que afinal nós nem somos tão pessimistas assim. Para definir o acaso, um Português utiliza  muita vezes a palavra sorte. Pessimistas mesmo são os nossos vizinhos, que usam a palavra AZAR para significar acaso. É claro que eles não gostam nada de deixar as coisas “al azar” pois pode trazer “mala suerte”. Já nós, somos peritos em deixar tudo à sorte, pois pode ser que não haja azar

Eu uso a foto acima no final de uma apresentação sobre o meu departamento/função, pretendendo mostrar que o acaso nem sempre é totalmente adverso (além disso dá um certo gozo mostrar que os gajos dos Ferrari também se espalham).

Pois na semana passada tive o meu “momento Ferrari”.

Eu utilizo o Live Writer para alimentar o WordPress. Não é um processador de texto brilhante, mas pelo menos as formatações passam direitinhas para o blog, o que é uma bênção para um nabo apressado como eu. Outra das opções é enviar a escrevinhação com um click e ver loguinho o resultado.

Pois na semana passada, nós começámos a ter os cortes de corrente habituais no Inverno. A urbanização onde vivemos está situada na periferia da povoação, e os estrategas da REN resolveram alimentá-la com corrente de um ramal industrial. É uma linha sujeita a grandes débitos e muito influenciada pelo comportamento dos postos de transformação de cada uma das industrias. Quando há trovoada os diversos sistemas de protecção começam a disparar, e a linha desliga-se por segurança.

Pois na semana passada, estava eu de volta do post da TROPA (matéria sensível…) e a luz foi abaixo durante 15 segundos, levando consigo valiosos (?) trinta minutos de espremidela cerebral. Com o stress a aumentar, realinho as ideias e as palavras e começo a escrever um pouco mais depressa. Tão depressa, que ás tantas carrego numa combinação qualquer de teclas, e zás! o post é publicado. Vou a correr ao WordPress e zás! apaguei o mal cozinhado. Volto ao Live e continuo a escrever na janela que se mantivera aberta após a publicação. Escreve daqui, muda dacolá, corrige além e a coisa vai andan PUFFF… a pôrra da luz faltou outra vez.

Passados os minutos necessários para ter o Live outra vez à minha frente, descubro que o malfadado post já não estava nos rascunhos, aparecendo alegremente nos “Colocados”. Primeira constatação: tudo o que eu escrevera desde a colocação acidental, fora à vida! E, logo a seguir, um calaquente pôs-me as orelhas (e o resto) a arder: EU TINHA APAGADO O MAFARRICO DO OUTRO LADO.

Talvez…

Volto ao WordPress, esgaravato até chegar ao registo dos posts, e em frente à palavra Lixo estava (1).

Esperança…

Pisco daqui, click dacolá e… estou a olhar outra vez para a TROPA. Um ctrl+C seguido de um ctrl+V e estou onde estava há UMA HORA ATRÁS. Afinal só tinha perdido dois ou três parágrafos, meia dúzia de pesquisas e alguns links laboriosamente procurados…

A sorte tinha sido boazinha comigo. A minha imperícia fizera o Ferrari despistar-se, mas o Lixo evitara o pior.

Pronto! Desta vez consegui não escrever sobre a crise, o futuro do País, etc.

Se bem que…

Kurioso

Ah! Eu também tenho um Ferrari

TROPA

2011/11/11

Em Março de 1961, passámos em Luanda a caminho de Lisboa, onde meus Pais iriam gozar as suas primeiras férias depois de 10 anos em Moçambique. No aeroporto cruzámo-nos com os primeiros refugiados vindos do norte de Angola onde tinham começado os massacres aos civis.

Em Janeiro de 1971, fui incorporado para cumprir longos 43 meses de serviço militar. A minha miopia elevada, livrou-me do serviço operacional, mas condenou-me a um insano serviço administrativo. Primeiro em Lourenço Marques, e depois em Tete, tive oportunidade de conhecer as “linhas com que se cose um exército”.

Nessa altura, e durante 14 anos, as nossas Forças Armadas cumpriram com abnegação e valentia a tarefa (injusta?) que o governo do país lhes exigiu.

Nos últimos 40 anos, Portugal democratizou-se, “eurizou-se”, endividou-se e perdeu de facto qualquer hipótese de ser independente. Precisamos que nos emprestem dinheiro para comermos, e não sabemos como iremos pagá-lo!

Num cenário destes, faz algum sentido gastar 8% do orçamento (4 mil milhões) com umas forças armadas que, se quisessem funcionar, teriam que ir pedir balas emprestadas?

Mais ainda. Olhando para a composição da nossa tropa do Quadro Permanente “…aponta para um universo total de 18.538 militares a atingir até 2013, constituído por 78 oficiais generais, 5146 oficias superiores, 9296 sargentos e 4018 praças dos três ramos das Forças Armadas.”, parece-me que a sua operacionalidade seria bem reduzida…

Esquecendo os oficiais generais e superiores, dizem os manuais que para os 9 mil sargentos deveríamos ter 180000 praças!!! Ou então, para os 4 mil praças que temos, bastavam 200 sargentos…

Se quisermos comparar com algo civil, é como se a Autoeuropa só tivesse gente nos escritórios.

Mas mesmo dentro de cada uma das classes, a estrutura está toda “torcida”: 

Tenente-General (general de 3 estrelas) – 16 efectivos
Major-General (general de 2 estrelas) – 45 efectivos
Brigadeiro – 2 efectivos
Coronel – 220 efectivos
Tenente-Coronel – 537 efectivos
Major – 581 efectivos
Capitães – 674 efectivos
Tenentes – 289 efectivos
Total de oficiais – 2.355 efectivos

Sargento-Mor – 210 efectivos
Sargento-Chefe – 371 efectivos
Sargento-ajudante – 1339 efectivos
1º Sargento – 1605
2º Sargento – 182
Total de sargentos – 3703 efectivos

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Os números acima referem-se ao quadro permanente, que é complementado com o quadro de contratados, elevando o numero total para a casa dos 40000 efectivos. 

O facto de não sermos muito diferentes dos nossos “primos” Belgas, só mostra como é difícil desmontar uma estrutura militar.

Mas o que deveria o País fazer com estes cidadãos altamente dispendiosos, altamente qualificados e altamente ociosos?

Todos os dias lemos, ou vemos na televisão, declarações de membros ou dirigentes da PSP, da GNR, dos Guardas Prisionais ou dos Bombeiros, reclamando sobre a falta de recursos, humanos ou materiais, para cumprirem cabalmente as suas missões. É bem provável que tenham razão, pois a dotação para toda a Administração Interna é pouco mais de metade da atribuída às foças armadas.

E que tal trocar as hipotéticas ameaças externas, pelas bem reais ameaças internas?

Os militares que se mostram tão desejosos de defender o povo Português que até estão dispostos a fazer um golpe de estado, porque não saem para rua a caçar bandidos, ou vão para as cadeias guardá-los? Ou talvez ir para as florestas apanhar incendiários?   

 

 E não são só os recursos humanos das nossas forças armadas que poderiam ser melhor rentabilizados.

Há dezenas de quartéis, espalhados pelo País, que poderiam, com alguma imaginação, ser transformados em estabelecimentos prisionais, acabando com o nosso terceiro mundismo nessa área.

 

 

Uma das teorias “reaccionárias” sobre as motivações do 25 de Abril, dizia que a revolução tinha resultado de uma prosaica reivindicação salarial de um grupo que se considerava prejudicado.

Quarenta anos depois, parece que volta  ser o vil metal a tornar (alguns) os militares inquietos…

Kurioso

PS. Li um montão de parvoíces contra a manutenção de forças armadas em Portugal, e li também uma série de opiniões bem suportadas a favor da manutenção, e até aumento, das forças armadas. Aqui vão algumas ligações:   

http://camaradecomuns.blogs.sapo.pt/923780.html

http://luisalvesdefraga.blogs.sapo.pt/27693.html

http://www.revistamilitar.pt/modules/articles/article.php?id=363

PREGO

2011/11/04

Escolher as actividades extra-curriculares dos putos é uma canseira”

Uma criança faz anos, e os pais entregam a festa a uma empresa de eventos”

O McDonald’s é um sucesso em Portugal”

Todas as afirmações acima estão relacionadas com a trilogia tirânica que governa a vida moderna:

1. Os outros também fazem;

2. Dá muito trabalho;

3. É pouco mais caro do que fazer em casa.

Deixando de lado as duas primeiras, onde as minhas opiniões seriam certamente consideradas tendenciosas, vou divagar sobre a atracção fatal que McD, esse paradigma do capitalismo, exerce sobre o povo.

Devo referir que, neste caso, a minha opinião é cem por cento tendenciosa pois eu nunca comi num McD. Primeiro porque havia filas enormes, depois porque o cheiro não me agradava, a seguir porque caixinhas de cartão e saquinhos de papel não me abrem o apetite, e ultimamente só mesmo por casmurrice.

Mas, porque eu gosto sempre de encontrar a causa das coisas, o sucesso do conceito fazia-me confusão. Até que reparei no “ovo de Colombo” por detrás da coisa. O aparato tecnológico que envolve o processo de nos fornecer sempre a mesma coisa em qualquer parte do mundo, é uma causa do aprimoramento económico do negócio, e não uma consequência do eventual gosto dos consumidores. É claro que a publicidade se encarrega de converter toda aquela racionalização em mais valias para o pagante: o cosmopolitismo (ufa!) de comer um hambúrguer como em Nova Iorque ou Tóquio, a extrema frescura que nos obriga a esperar (e evita sobras), o rigorosíssimo controlo de temperaturas (que prolonga a vida dos óleos), o mobiliário colorido que disfarça os plásticos à “prova de bala” (difíceis de sujar e fáceis de limpar), a modernice de obrigar o cliente a carregar a comida e a descarregar o lixo (poupança de mão de obra)

Porém o “ovo de Colombo” está todinho no picado de carne. Quem é que já comeu um “prego” duro? Todos! Quem é que já comeu um hambúrguer duro?Ninguém! E isto é só a primeira parte. Aquele picadinho pode ser feito de uma carne menos nobre, as sua forma e o seu peso (45,3grs) são repetíveis indefinidamente, a sua espessura e textura uniformes permitem uma cocção também uniforme.

Um “prego” é um Ferrari construído à mão, com todo o seu temperamento e individualidade, um hambúrguer é um Clio montado por robots com todo o seu amorfismo e previsibilidade.

O facto de nunca ter entrado num McD não quer dizer que não coma hambúrgueres. Aliás, quando a nossa filha era pequena cheguei fazer muitos desde a raiz: escolher a carne, mandar picar (duas vezes), acrescentar os condimentos, um ovo para ligar, formá-los e grelhá-los no ponto.

Mas os pregos, sobretudo os bons pregos, contribuíram para minha instrução. Passo a explicar.

Um desequilíbrio entre o tempo de estudo e o tempo de gozar a vida, fez com que chumbasse no 4º ano do liceu (hoje o 8º ano). O meu Pai deixou-me aproveitar as férias grandes, mas no regresso às aulas tinha uma actividade de tempos livres planeada para mim.

Eu só tinha aulas das 7 (sete) ao meio dia, por isso a seguir ao almoço íamos os dois para a empresa onde ele me tinha arranjado uma “sala de estudo”. A nossa empresa tinha uma área de comércio grossista alimentar que incluía o bom vinho Português. O vinho, na altura, era exportado em caixas de madeira, e a minha sala de estudo era precisamente no meio do armazém de vinho, sentado numa caixa com duas outras a fazer de secretária. O vinho estava armazenado num primeiro andar, e, como as encomendas tinham sido servidas da parte da manhã, durante a tarde o sossego absoluto só era quebrado pelas visitas aleatórias de meu Pai para confirmar se não haveria alguma aranha a distrair-me das minhas obrigações.

Porém o regime de prisão era semi-aberto e a meio da tarde eu era autorizado a sair para ir lanchar à cervejaria Santa Maria. Os vinte minutos de precária tinham que dar para andar os 200 metros até à Santa Maria, esperar que me fizessem um prego “à maneira”, comer o dito, beber a Coca-Cola e regressar à cela. A meio do mês havia menos clientes no tasco e eu ainda tinha tempo de passar na livraria para namorar os livros e seleccionar os poucos que conseguiria comprar.

Comer um prego mal passado na Santa Maria era uma actividade altamente prazerosa para o próprio, mas difícil de observar para estômagos sensíveis. Mal passado queria dizer: com uma corzinha por fora e em sangue por dentro. A carne era tenra, mas sempre tinha os seus veiozitos, o pão era rústico, mas acabado de fazer e generosamente regado com o molho da fritura. Quando ao trincar encontrávamos um veio, havia que segurar o pão com mais força. Ao segurar o pão com mais força, o sangue escorria e tingia tudo de vermelho. Se a força não fosse suficiente, havia uma forte probabilidade de o bifinho se escapar do pão. Não admira que um americano esperto tenha decidido esfrangalhar a carne para evitar embaraços ao comensal e agressões estéticas aos observadores.

Todo este festim anti-dietético custava 3$00 (um cêntimo e meio). Com mais 1$50 para a Coca-Cola fazia a festa por 4$50 (2,25 cêntimos…).

O ritual diário durou todo o ano lectivo, com uma única excepção. Numa determinada tarde, o meu Pai encontrou-me a dormir em cima da “secretária” e não teve coragem de me acordar. Nessa noite cheguei a casa bem dormido e com uma larica do caraças. No final da pena, passei o ano com notas bem razoáveis, fiquei com calos no rabo e memórias indeléveis de pregos de luxo.

Nos carros eu ainda não posso, infelizmente, dizer se prefiro um Ferrari a um Clio (mas tenho cá uma suspeita). Já na carninha dentro de um pão, eu não tenho dúvidas: viva o PREGO.

E ainda há por cá quem acredite nele.

 

Kurioso         

   

 


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